Mais economia para investimentos em Energia Solar no setor rural
Na última década, uma série de fatores, como novas legislações, barateamento de equipamentos e até mesmo o aumento no preço da energia elétrica, tornou a energia solar (ou fotovoltaica) uma alternativa interessante aos olhos do produtor rural, que está cada vez mais evoluído, conectado e – portanto – mais dependente da energia. Se antes os painéis solares eram equipamentos caros para fazer a conversão da luz em energia valer a pena, hoje, com a disponibilidade de novas linhas de crédito e novas possibilidades de arranjo junto à rede elétrica, essa opção se tornou bastante atrativa.
Técnicos do DTE analisaram diferentes cenários do ponto de vista do consumo energético em duas atividades que têm na eletricidade um importante insumo: a avicultura e a bovinocultura de leite.
Para a avicultura foi considerado um consumo mensal de dois galpões de 2.560 m² cada e capacidade para alojamento de 66,5 mil aves. Neste tipo de estabelecimento, a fatura de energia é de R$ 8.299 para o consumo mensal de 21.279 kWh (considerando a tarifa de R$ 0,39 por kWh consumido).
Nesse caso, de acordo com a simulação realizada pelos técnicos, o tempo de retorno do investimento de R$ 1 milhão é de sete anos. “A partir deste período, o saldo positivo passa a ser crescente por mais 18 anos, considerando a durabilidade do equipamento, que é de 25 anos”, aponta a análise. Ou seja, após pagar o investimento, o produtor ainda teria 18 anos de energia quase de graça (quase, pois ainda existe uma taxa referente ao custo de disponibilidade do sistema que deve ser paga mensalmente, independentemente do consumo. Isso ocorre quando o produtor está conectado à rede da distribuidora).
Economia e segurança
Na região Norte, o avicultor Guilherme Carnelossi decidiu apostar nos painéis solares para reduzir o valor da conta de luz no final do mês e também contar com mais segurança no fornecimento. Com capacidade para alojar 700 mil aves, divididas em 25 galpões nos municípios de Colorado e Itaguajé e um consumo mensal da ordem de 160 mil kWh, o produtor encontrou no sol um grande parceiro para economizar.
“Já temos três usinas de energia solar instaladas e estamos em processo de mais cinco. Até o final do segundo semestre queremos estar com 13. Com isso pretendemos gerar entre 80% e 90% do que consumimos”, calcula Carnelossi.
Linhas de crédito
Nesse sentido, o material elaborado pelo DTE da FAEP identificou as principais linhas de crédito e instituições financeiras que podem financiar este tipo de equipamento. Foram mapeadas 41 linhas de crédito diferentes. As taxas mais baixas giram em torno de 4% e 6% ao ano.
Segundo o gerente de crédito do Sicredi Campos Gerais, Rafael Furuzawa, a procura por estas linhas tem crescido significativamente nos últimos tempos. “Estão utilizando bastante. Tanto empresas parceiras como produtores estão buscando, na área urbana quanto rural. Faz um ano, mais ou menos, a procura aumentou bastante, até porque antes quase não tinham linhas como essas. Hoje temos recursos do Banco Interamericano do Desenvolvimento – BID específicos para estas linhas”, comenta.
Mas antes de partir para a instalação, a Projete Energia Solar faz um projeto para colocar na ponta do lápis de quanto seria a sua economia. De acordo com os cálculos, o prazo para o retorno total do investimento é de quatro anos e cinco meses, porém muitos são fatores que permeiam estes números.
Fonte: http://www.absolar.org.br


